Quando sentei com Rodrigo Maroja, cofundador da Daki, para gravar um episódio do Papo de Gestão, eu já sabia que a conversa seria boa. Mas o que veio foi mais do que uma história de sucesso. Foi uma aula sobre o que significa escalar com disciplina e eficiência, mesmo quando tudo ao redor parece empurrar você para a pressa.
A Daki é um daqueles cases que o mercado adora citar: nasceu em 2021, no meio da pandemia, e virou unicórnio em menos de um ano. Crescimento rápido, tecnologia, investidores, hype. Mas, por trás do brilho, existe o que pouca gente fala: os bastidores de gestão. E é exatamente isso que a gente mostra no Papo de Gestão.
Neste artigo, quero compartilhar os principais aprendizados dessa conversa. Porque escalar um negócio não é sobre velocidade. É sobre clareza, método e cultura.
O que o case da Daki ensina sobre crescimento consciente e sustentável
A Daki surgiu de uma ideia simples: entregar supermercado em poucos minutos. O modelo de dark stores parecia perfeito para o momento. As pessoas estavam em casa, o dinheiro era barato e o mercado de delivery explodia.
Em poucos meses, a empresa saiu de uma operação em São Paulo para mais de 80 lojas em três estados. Um ritmo que impressionava qualquer investidor. Só que crescer rápido é diferente de crescer certo.
Rodrigo contou que, naquele início, o foco era expansão. Abrir loja, aumentar área de cobertura, contratar. O crescimento acontecia, mas a eficiência operacional ficava para depois. E foi justamente nesse “depois” que veio o aprendizado mais valioso.
“Crescer rápido é fácil quando há capital. Crescer de forma eficiente, com margem e previsibilidade, é o que separa negócios de verdade de experimentos de mercado.” — Rodrigo Maroja, no Papo de Gestão
Esse trecho está no episódio completo do Papo de Gestão, no canal do G4 Podcasts no YouTube. Vale assistir para entender como eles equilibraram velocidade e execução.
Quando o crescimento rápido exige maturidade e disciplina de gestão
Em 2022, o cenário mudou. O capital de risco secou, e o jogo virou. As empresas precisavam provar resultado, não só potencial. Foi aí que a Daki precisou desacelerar para continuar crescendo.
Rodrigo e os sócios perceberam que eficiência não é sobre cortar custo, e sim sobre ter clareza de onde o dinheiro entra e para onde ele vai. Foi nesse momento que eles começaram a olhar o DRE por pedido, entender o resultado de cada transação, produto e loja como se fossem